Abrantes - José-Alberto Marques apresenta livro "Homeóstatos" na Biblioteca Municipal - Circo Natureza

10/11/2019

Abrantes - José-Alberto Marques apresenta livro "Homeóstatos" na Biblioteca Municipal

Foto: Câmara Municipal de Abrantes 

A Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes, acolhe, no dia 12 de novembro, às 18 horas, a iniciativa "Ler os nossos com..." José-Alberto Marques, autor do livro "Homeóstatos". A apresentação da obra está a cargo de Manuel Portela e Fernando Aguiar

"Homeóstatos" é uma homenagem pelo Arquivo Digital da PO.EX, que pretende estudar e reler os homeóstatos de José-Alberto Marques, autor maior do experimentalismo literário português. Respondendo a uma ideia e a um repto de Fernando Aguiar, Rui Torres convidou um conjunto de investigadores e poetas a escrever sobre (e a reescrever) estas obras, organizando posteriormente este dossier. 

José-Alberto Marques (n. 1939) é natural de Torres Novas. Obrigado a abandonar os estudos por razões económicas, exerceu diversas profissões ao mesmo tempo que fazia o Curso de História. Radicado em Abrantes desde a década de 1960, foi professor efetivo de Português na Escola D. Miguel de Almeida. Das diversas atividades de intervenção cultural e artística, destaque-se participação no segundo número da revista Poesia Experimental (1966), Operação 1 (1967) e na Conferência-Objecto (Galeria Quadrante, 1967). Recebeu o 1º Prémio Nacional de Literatura Infantojuvenil nas comemorações dos 20 anos do 25 de Abril, com o livro A Magia dos Sinais (1996). Em 1996 recebeu a medalha da cidade de Abrantes. Ligada ao movimento da poesia experimental portuguesa desde as suas primeiras manifestações no final de década de 50, a obra de José-Alberto Marques alia a experimentação fonossemântica e grafossemântica com um lirismo autobiográfico e uma aguda consciência social e política. 

A sua obra em livro inclui poesia, ficção, teatro e literatura infantojuvenil. Entre os seus livros de poemas, refiram-se A Face do Tempo (1964), Hoje. Mas (1967), Estórias de Coisas (1971), Aprendizagem do Corpo (1983), flexõesREflexões (1985), Loendro (1991), Zara (1995), Eu disse que Baudelaire andava a pé (1999), Padrões (1999), Cantologia 1964-1999 (2000, edição bilingue, com versão em espanhol de Antonio Saez Delgado), Hiperlíricas (2004) e British Barthes: Poesia (2011). Organizou, com E. M. de Melo e Castro, a Antologia da Poesia Concreta em Portugal (1973). Publicou as obras de ficção Sala Hipóstila (1973), O Elefante de Setrai (1977), Nuvens, no Vale (1985) e As Tiras da Roupa de MacBeth (2001). A sua obra foi antologiada no livro comemorativo I’man (2009). Participou em exposições coletivas de poesia concreta e visual e de arte postal. Refira-se ainda a exposição individual Homeóstatos e Visuais (1999, Biblioteca Municipal António Botto, Abrantes). Realizou também diversas performances.

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