Sertã - Cine-Teatro Tasso vai ter extensão de cinema do Doclisboa - Circo Natureza

28/08/2019

Sertã - Cine-Teatro Tasso vai ter extensão de cinema do Doclisboa


A Sertã vai receber uma extensão do Doclisboa, estando prevista a exibição de vários filmes documentais no Cine-Teatro Tasso, nos meses de setembro e outubro. Esta extensão resulta de uma parceria estabelecida entre o Município da Sertã e a AporDoc - Associação pelo Documentário, entidade responsável pela organização do Doclisboa.

O primeiro filme deste ciclo na Sertã será exibido no dia 27 de setembro e trata-se da obra "Alma Clandestina", do realizador português José Barahona. Esta película conta a história de Maria Auxiliadora Lara Barcelos, uma ativista política que lutou contra a ditadura brasileira nos anos de 1960.

Por seu lado, a sessão do dia 4 de outubro consiste na exibição de três curtas-metragens: "Pele de Luz", de André Guiomar (ambientado em Maputo e que conta a história de duas mulheres moçambicanas); "The Guest", do realizador suíço Sebastian Weber, (segue a vida de um agricultor polaco); "Vacas e Rainhas", de Laura Marques (as vacas da raça Herens são essencialmente criadas para torneios e inspiraram a realizadora portuguesa para esta curta-metragem).

O filme de Ian Soroka, "Greetings from Free Forests", preenche a sessão do dia 11 de outubro. Este documentário do realizador norte-americano vagueia “pela paisagem densamente florestada do sul da Eslovénia”, deparando-se “com histórias que despontam da própria terra e têm a dimensão de um fosso entre um acontecimento de resistência popular e os seus vestígios duradouros num presente vedado”.

Para o encerramento da extensão do DocLisboa na Sertã foi escolhido "Terra", de Hiroatsu Suzuki, Rossana Torres. O filme (vencedor da competição portuguesa do DocLisboa'18) será exibido a 18 de outubro e conta a história de “Nuno Alves, um homem que faz carvão em dois grandes fornos cobertos de terra”, no Alentejo.

Segundo a AporDoc - Associação pelo Documentário, “o Doclisboa pretende questionar o presente do cinema, em diálogo com o seu passado e assumindo o cinema como um modo de liberdade. Recusando a categorização da prática fílmica, procuram-se as novas problemáticas presentes na imagem cinematográfica, nas suas múltiplas formas de implicação no contemporâneo. O Doclisboa tenta ser um lugar de imaginação da realidade através de novos modos de perceção, reflexão, novas formas possíveis de ação”.

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