Torres Novas - Teresa Salgueiro, Viviane, Samuel Úria, teatro, ópera de câmara e dança no Teatro Virgínia

A programação do Teatro Virgínia, em Torres Novas, para a temporada de setembro a dezembro, inclui grandes referências nacionais na música, dança e teatro.

A cantora Teresa Salgueiro abre a temporada com o concerto "O Horizonte e a Memória", no dia 15 de setembro, onde apresentará um breviário de canções representativas da melhor tradição musical portuguesa. Tendo como fio condutor o seu próprio reportório desde "O Mistério" ao recém-editado "O Horizonte", a autora interpreta também os mais conhecidos temas dos Madredeus, prestando ainda homenagem a Amália Rodrigues, José Afonso, Carlos Paredes, entre outros.

O dia 22 de setembro é dedicado à família com o espetáculo "ZYG", onde a música e a dança se cruzam para explorar as fronteiras entre a comunicação, o jogo informal, a descoberta dos sentidos e o instinto da arte. Especialmente pensada para crianças dos 0 aos 36 meses num formato íntimo, original e inovador, "ZYG" é simultaneamente uma instalação e uma performance, um convite à imaginação, ao espanto, à escuta, à construção duma poesia-do-momento, feita de sons, formas e gestos. Ao longo do dia o espetáculo terá várias sessões: 10h00, 10h35, 11h10, 11h45, 16h00, 16h35. A lotação é limitada a 6 bebés + 6 adultos (famílias).

"Feira dell´Arte" é o nome do espetáculo do Tearo Meridional que sobe ao palco do Virgínia, no dia 29 de setembro. Entre a roulotte das farturas e a barraca de louça de barro e fogareiros, dois atores anunciam o terceiro espetáculo do dia. É uma peça de Commedia dell'Arte, representada há muitas gerações, em muitas feiras de todo o mundo, mas sempre da mesma maneira: Columbina e Zanni são os criados de Pantalone, um homem que, de moedinha em moedinha, fez fortuna.

Em outubro, o destaque recai sobre o concerto de Viviane que, doze anos após ter iniciado a sua carreira a solo, edita um novo CD inteiramente dedicado a Piaf, intitulado "Viviane canta Piaf". Temas como “La vie en rose“, “Padam Padam“, “Non rien de rien”, “Sous le ciel de Paris”, “Milord” ou “Mon Dieu” entre outros, marcados por histórias de amor e tragédia, integram um espetáculo repleto de emoção e de algumas surpresas, em que Viviane irá conduzir o público aos longínquos anos 40-50 num ambiente bem parisiense. O concerto acontece no dia 13 de outubro.

Da música, a programação do Teatro Virgínia passa para a dança. "Doesdicon", apresentado no dia 27 de outubro, é uma coreografia de Tânia Carvalho concebida especialmente para a companhia "Dançando com a Diferença". Segundo a criadora do espetáculo, "Doesdicon" é "uma composição para desenho de movimentos fixos, não rígidos": "Trabalho dos contrastes rítmicos do corpo em deslocação ou não. Onde os movimentos fixos são depois libertados. Não contra estes mesmos movimentos. Não para os apagar, mas para os estender".

A 3 de novembro, Samuel Úria sobe ao palco com o concerto “Carga de Ombro”, regressando ao Médio Tejo para um espetáculo intimista onde passará em revista alguns dos temas mais emblemáticos da sua carreira.

O Teatro Maior de Idade apresenta o espetáculo “Ato Cultural”, no dia 10 de novembro, a partir do texto homónimo de José Ignacio Cabrujas, reconhecido autor venezuelano, e das vivências dos atores que constituem este grupo do Teatro Virgínia de Torres Novas.

A ópera de câmara “A Voz Humana”, de Francis Poulenc e Jean Cocteau, sobe ao palco a 17 de novembro, com a soprano Lúcia Lemos e João Paulo Santos ao piano. Uma mulher sem nome, Elle, expõe a intimidade e o drama do último encontro telefónico com o seu antigo amante que rompe com ela. Entre o sonho, as memórias, o desejo e o terror do amanhã, Elle vai desfolhando os vários momentos da sua despedida, do desespero suicidário à libertação.

“Portugal não é um País Pequeno”, uma produção do duo de artistas Hotel Europa, vai ao Virgínia refletir sobre a ditadura e a presença portuguesa em África, em particular sobre a vida dos antigos colonos portugueses através dos seus testemunhos reais, no dia 24 de novembro.

O mês de dezembro abre, no dia 1, com “Um Solo para a Sociedade”, a primeira peça de António Cabrita e São Castro enquanto diretores artísticos da Companhia Paulo Ribeiro. Nesta peça, criada a partir do monólogo “O Contrabaixo”, de Patrick Süskind, os dois coreógrafos procuram aprofundar a reflexão sobre como as pessoas ocupam um território comum, abordando problemáticas que norteiam a condição humana, tais como o amor, a liberdade, a escolha, a identidade.

A 8 de dezembro, Fernando Mota apresenta “MAPA: Estórias de Mundos Distantes”, um espetáculo que cruza várias linguagens e expressões como a música, a poesia, o teatro, as artes plásticas e o vídeo para criar um objeto performativo poético e imersivo que conta estórias e fragmentos de estórias de várias geografias.

Os bilhetes já se encontram à venda em www.bol.pt e nos pontos de venda FNAC e Worten. Poderão ser também adquiridos na bilheteira do Virgínia, a partir do dia 27 de agosto.

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