. O romance
Sobre O Caçador de Olhos Abertos,
Fernando Dacosta escreveu: «Um dos melhores estilistas da atual
literatura portuguesa, Hugo Santos, grande romancista e poeta,
apresenta-nos agora “O Caçador de Olhos Abertos”, fascinante narrativa
enraizada no Alentejo, de onde ele é natural. Transfigurada pela magia
da escrita, a obra - que Urbano Tavares Rodrigues, ao lê-la em
pré-publicação, apelidou de genial – dilata o tempo e o espaço, os
sentimentos e as pulsões dos que a habitam (personagens) e dos que a
comungam (leitores) como poucas o conseguem na nossa melhor ficção. Com
invulgar maestria, Hugo Santos viaja num imaginário de envolventes
melancolias, como noutros notáveis romances seus, sempre ancorado em
(in)contida ternura pela terra e pela gente, e pela fosforescência a que
pertence – que acrescenta, acrescentando-se, acrescentando-nos.»
Hugo Santos nasceu em Campo Maior e toda
a sua obra nos fala da vasta e silenciosa beleza do Alentejo raiano.
Poeta, romancista e contista, tem mais de quarenta livros publicados e
foi distinguido com múltiplos prémios literários dos quais são de
destacar, na poesia, Corpo Atlântico, Prémio Antero de Quental, Decálogos do Bom Amor, Prémio Cesário Verde, e na prosa, os romances A Mulher de Neruda e As Mulheres que Amaram Juan Tenório
que lhe valeram, respetivamente, o Grande Prémio de Albufeira e o
Prémio Miguel Torga. O muito contacto que teve com crianças (exerceu as
funções de professor até há bem pouco tempo) e a imensa ternura que
sempre lhes devotou, levou-o também a escrever um belíssimo livro para
elas, já incluído no Plano Nacional de Leitura, intitulado Eu, a Casa, os Bichos e Outras Coisas (Vega, 2008).


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