Tomar - Visitas guiadas e apresentação de livros nas Jornadas Gualdinianas

Tomar é uma das cinco localidades que recebe as Jornadas Gualdinianas, que tiveram início em 22 de setembro e se prolongam até 3 de novembro, com conferências, palestras, teatro e visitas guiadas a espaços culturais.

Na cidade Templária, a iniciativa começa às 11 horas, junto à estátua do mestre dos Templários, na Praça da República, com apresentação por Carlos Trincão que, uma hora depois, guiará também a visita ao túmulo do guerreiro e à igreja de Santa Maria dos Olivais.

Às 13 horas haverá um almoço na Cafetaria do Convento de Cristo (momento com inscrições limitadas a fazer pelo e-mail turismo@cm-tomar.pt e com o custo de 20€).

Da parte da tarde, Ernesto Jana guiará uma visita à Charola do Convento de Cristo e ao Castelo Templário, pelas 15 horas, seguindo-se, às 16 horas, a apresentação, no Scriptorium do Convento de Cristo, dos livros "O Mestre Templário na Fundação de Portugal” de Joaquim Nunes e “O Fronteiro de Deus – A vida heróica de Gualdim Pais, o maior monge-guerreiro de Portugal” de Fernando Pinheiro.

Haverá ainda animação no Convento e no Castelo Templário a cargo da associação Thomar Honoris.

As Jornadas Gualdinianas pretendem assinalar o 9.º centenário do nascimento de D. Gualdim Pais, ocorrido no ano de 1118.

O Mestre da Ordem do Templo, nomeado por Afonso Henriques, dedicou quase quarenta anos de vida à edificação e restauração de castelos e fortalezas, para defesa das linhas de fronteira do reino, quer a oriente, donde vinha o perigo leonês, quer a sul, donde vinha o perigo muçulmano.

Em 1190 aguenta corajosamente, com os seus freires e o povo de Tomar, um cerco de seis dias montado pelo califa almóada, Yaq’ub al-Mansur, que teve de regressar apressadamente a Sevilha, face à inexpugnabilidade do castelo e à peste que entretanto se instalou no seu arraial.

D. Gualdim Pais morreria cinco anos depois, a 13 de outubro de 1195, pelo que a Jornada de Tomar, realizada igualmente a um 13 de outubro, serve também para assinalar o 823.º aniversário da sua morte. Está sepultado na igreja de Santa Maria dos Olivais, templo que ele reconstruiu a partir das ruínas de uma antiga abadia beneditina, e se tornou no primeiro panteão dos mestre
s templários portugueses.

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